quarta-feira, 22 de julho de 2009

A fome que te tenho


Ah! Se o grito se masturbasse
Num desejo de ti
E a força rítmica do meu ventre
T’abocanhasse e possuísse
Sempre que te quer,
Em fodas magistrais dos gemidos
Soltos na loucura
Da vagina húmida e inquieta...

Ah! Tivesse teu membro sempre duro
Ao dispôr dos meus desejos incontidos
E a palavra bastasse
Para te vires sempre em mim,
Nestes lençóis que partilho na noite
Ouvinte voyeur dos gritos
De prazer absoluto que guardo
Em segredo para os teus delírios...

Ah! Se nossos corpos s’amassem
Só com os poemas, e assim
Saciasse a fome que te tenho...


(Lua Erótica)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dois corpos nús



No calor da noite,
ele e ela!
Dois corpos nus,
unidos na paixão!
Olham-se!
Amam-se!
Corpos quentes, chão frio!
Corpos que se enrolam,
num desejo final,
num sentimento único,
numa emoção sem fim.

Ele acaricia-lhe o cabelo.
Ela sorri!
Estão felizes, beijam-se!
Ele percorre-lhe o pescoço,
sentindo o aroma do perfume que o fascina...
Agradável!
Delicioso!

Com cautela,
envolto em tentação,
encontra o vale secreto,
vale de perdição!
Quais pedras preciosas,
maçãs do pecado!
Fascinam!!!
Aperta e larga!!!
A sua língua a massajar aquela parte sensível,
aquela zona bicuda,
que lhe dá prazer!!
“Pára!!!” - diz ela.
Mas ele nem ouve!

Procura então algo mais,
sente o desejo a aumentar,
sente-a a delirar.
Não pensam!
Não páram!
Sabem que é tarde!
Ele vai ao fundo... mais em baixo!
Ah! Mais em baixo!!!
Encontra a gruta apertada,
sossegada mas agitada,
aqueles lábios inferiores,
lugar amado, conquistado!

Unem-se finalmente!
A força, firmeza e dureza dele,
e a suavidade, beleza e doçura dela.
Dois corpos gemendo!
Dois corpos vibrando!
Dois corações batendo em sintonia!
“És minha!” - diz ele.

Corpos colados
corpos molhados, mas quentes no chão frio.
Corpos que se amam,
que são tudo,
um só!
Ele e ela!


PedroBito

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Teu corpo tem cheiro de mar



Teu corpo tem cheiro de mar,
Tua boca gosto de mel,
Me embriaga com teu amar!

Mergulho no teu desejo
Não hesito,
Mergulho em teu sexo,
Que loucura,
Senti-la solta,
Excitada e molhada,
Tão dentro de ti...

Vem!
Me beija!
Adoça minha boca!

Mata meu desejo, teu desejo,
Na harmonia desse amor,
Venha ser minha melodia
Deusa do Amor!

Uma melodia,
Que a tua barba nos meus seios toca,
Pura poesia...

Uns dedos doidos,
Umas mãos endiabradas,
Uma boca louca,
Nas tuas costas molhadas...

Estaria a noite quente,
ou seriamos nós nesta dança do ventre?

Prender-te!
Beijar-te!
Gemer-te!

Nesta cama doce do desejo insano,
Porque hoje vamos juntar o sagrado com o profano!

Morethanwords & Serfeliz

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sequestro íntimo



Bati a porta
...empurrei-te,
imobilizei teu corpo na cama.

Devagar
Desliza
o véu por mim coberta
...uma melodia oriental,
movimento o corpo
numa suave dança,
perante o teu olhar penetrante...

O ritmo
o impulso
em estimulo do libido.

...Aproximo-me
a saracotear no teu vulto.

A língua resvala
teu peito másculo,
deleita-se
na tua fraqueza
...sedutora.

Em teu colo
...louca atitude,
as ancas se movem
...lentamente,
oscilante...
entra, sai...

Aquecem os músculos
...muco ardente,
resvalo no teu corpo
rendido desta tortura,
mordo-te o pescoço
...mato-te
...de prazer.


Ana Coelho

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Vem...toca-me...beija-me...



Sacia o meu corpo.
Vem dormir comigo.
Nossos corpos entrelaçados.
Nossos corações enamorados

Paixão...
Vem ter comigo amor...
Coração...
Deixa-me sentir o teu sabor...

Vem...sinto vontade de beijar tua boca
...o teu corpo junto ao meu.
Vem...deixa-me louca.
Deixa-me levar-te até ao céu.

Quero te ouvir suspirar o meu nome
...enquanto fazemos amor.
Saia a minha fome
Deixa-me sentir o teu calor.

Nossos lençóis emaranhados
Feito o lindo amanhecer.
Nossos corações...
Quero-te amar com o corpo.
Deixa-me sem saber onde estou.
Loucura atrás de loucura.
Veros sentimentos.
Mas não é só amor...é paixão!




Anabela Barbosa

terça-feira, 23 de junho de 2009

Erótica

São teus seios as colinas, entre a orla, do

tecido transparente. E, que, à meia-luz, da janela,

vêm lembrar dois ninhos ou duas

andorinhas, de bicos rosáceos e erectos,

pelo subtil roçar, da pele nua, com a seda,

eternamente sensual.

Feminina figura, de silhueta, que vai variando

a tez, de sua pele, entre a claridade ou a

sombra, vai-se enredando,

cada vez mais, no tecido transparente, onde,

a todo o momento, se pode adivinhar, as linhas

correctas, de seu perfeito corpo.

E quando se decide, a sair, detrás da tentadora,

cortina, caminhar seguro, meu olhar,

contempla-a, de cima a baixo,

em toda a sua nudez, para, de seguida, me

perder em seus olhos, na vaga esperança,

de algum sinal: lábios ligeiramente humedecidos.

Jorge Humberto

domingo, 21 de junho de 2009

... só mais uma vez


Só mais uma vez
o sabor dos teus lábios nos meus
e nus e rijos teus fartos seios
em aperto nas minhas mãos

...só mais uma vez!

Pudesse eu ser teu
e na tua cama a minha pele
a despir a tua de puro desejo
as almas esquecidas
e os corpos com os sentidos
a descer o desejo e levitar as almas
das mãos em brasa pelas carícias
do tocar da nudez da carne

...só mais uma vez!

Não há o lugar para as almas
Mas os corpos, os corpos se unem
fundo galgando margens
até tudo ser mar
Corpos tatuados de imagens
embriagadas pelo sémen
e o clítoris latejante de frémitos espasmos
e um silencio demorado
sussurrado pelo orvalho da carne
e o corpo jamais nega
eréctil falo na húmida vulva
o sabor de tudo começa aqui
no delírio do sentir de todas as vibrações
Qual alma que respira
o êxtase é do excesso do sexo
só os sentidos falam…

...só mais uma vez!

O tempo não é breve nem longo
as horas inundam as veias
perfumes, odores, sentidos…
os gritos que ainda se escondem
dentro do sexo das nuvens…
que por vezes numa brisa
toma a tua forma despida
e te folheia folha a folha
em som da voz a chamar por ti

... só mais uma vez!

E tanto amor fizemos
que não coube nesta vida
ambos tivemos que morrer
para nascer outro dia talvez
Este tempo sem testemunhas
que quase não passou por aqui
apenas esta ausência profana
que ainda arde
e viola todas as leis…
...só mais uma vez!


(Jorge Oliveira)